Trajetória

Em 1990 era um universitário quando fui a um congresso sobre doenças psicossomáticas em Curitiba e me encantei com o assunto. Naquele congresso assisti a uma palestra de um médico suíço que trabalhava com a hipnoterapia na remissão de quadros de dores crônicas e agudas. Decidi: “Eu quero fazer isso aí também!” Voltando deste congresso logo procurei no Rio de Janeiro, minha moradia na época, onde havia um bom curso de hipnose. Me decepcionei com uns 3 ou 4 cursos que fiz que apenas ensinavam a hipnose de palco, a sensacionalista, sem fins terapêuticos. Num determinado dia, assistindo a um programa de televisão, vi a entrevista de um profissional chamado Paulo Renaud, intitulado como hipnoterapeuta. No programa, o SEM CENSURA, ele fazia um tratamento com um gago e em apenas uma sessão o rapaz falava “Ilha do governador”, impossível em outros tempos, com uma desenvoltura que chegava a emocionar, não só a mim, mas aos participantes do programa. Pronto. Ali estava a linha que eu queria seguir utilizando o instrumento chamado hipnose.

Fiz das tripas um coração para achar o Paulo. Imaginem que na época não tinha a internet, não havia o Google para nos ajudar. Finalmente, depois de uma semana inteira me dedicando a achar o paradeiro daquele profissional, consigo o telefone da sua clínica e ligo. Para minha sorte, ele próprio atende. A secretária tinha se ausentado e ele a substituiu. “Alô. É da clínica do dr. Paulo Renaud?” indaguei. “Sim. É ele mesmo.” Respondeu. “O senhor pode achar estranho o que vou lhe dizer, mas eu tenho 19 anos, sou universitário, e quero fazer com meus pacientes exatamente o que o senhor faz. Como faço?” Ouvi uma risada do outro lado, fiquei meio constrangido, mas não desisti. “E aí, o senhor pode me indicar onde me especializar?” Ele mandou que eu fosse à sua clínica no dia seguinte para conversarmos. Dia seguinte, cheguei 40 minutos adiantados, já que tinha que percorrer quase 60 km da minha casa à clinica que ficava na Barra da Tijuca. Ele me recebeu em sua sala e me indagou sobre diversos assuntos. Acredito que estava curioso pra saber o porquê que aquele jovem, ao invés de curtir a vida como os demais de sua idade, estava tão determinado a aprender a hipnoterapia. Acho que minha história o sensibilizou. Ele se dispôs a me dar a formação e depois de formado, me convidou a trabalhar em sua equipe. Foram 4 anos de muito aprendizado e mais de 4.000 pacientes atendidos neste período. Uma escola fantástica!

Essa escola e o reconhecimento do Paulo Renaud no exterior me abriram várias portas nas mais renomadas instituições Americanas de hipnoterapia, destacando a HYPNOTHERAPY ETHICAL CENTER, MIAMI, FLORIDA.onde pude continuar me especializando e posteriormente, tornando-me membro de seus conselhos técnicos.

Bem, esse foi o começo da minha vida profissional dentro da hipnoterapia.

Não se acanhem em mandar suas dúvidas e perguntas, ok?

Grato,

Dr. Flávio Cardoso